A Importância do Planejamento Estratégico

18 fevereiro 2019

Atualmente, o termo planejamento estratégico está na moda. Em todos os aspectos de nossa vida, seja profissional ou pessoal, está lá a indicação de algum profissional deste conceito da administração. Mas, afinal, porque é tão importante definir um planejamento estratégico para a Advocacia? E esta resposta pode ser a que vale um milhão!

Brincadeiras à parte, como já mencionei no artigo que tratei sobre o Branding na Advocacia, apesar dos regramentos do Código Civil, do Código de Ética Profissional e do Estatuto da Advocacia, o funcionamento de um escritório ou de uma instituição jurídica é (ou pelo menos, deveria ser) como o de uma empresa. Em linhas gerais, é preciso gerenciar a marca, captar clientes, ter uma administração financeira e de recursos humanos, além de, diuturnamente, se atualizar e oferecer aos clientes teses e orientações jurídicas inovadoras e modernas em uma profissão que ainda nos dias de hoje somente flerta com a modernidade, com raras exceções a essa regra.

Na realidade, o principal objetivo do planejamento é a gestão eficiente do negócio. Ou seja, para que seja cumprido o principal requisito de um escritório, por exemplo, que é o de entregar um trabalho inovador para o cliente, os demais empregados, funcionários, colaboradores e sócios precisam, cada um, cumprir suas atividades. Mas, sem uma estratégia para definição de objetivos, dos valores e para pontuação de ações para que eles sejam alcançados, as dificuldades vão surgir e o gerenciamento de tempo e do negócio se tornarão, paulatinamente, tarefas árduas.

Para ilustrar a importância do planejamento estratégico na gestão de negócios, as Publicações FGV Management, em sua “Série Gestão Estratégica e Econômica de Negócios”, trouxeram, no livro “Gestão de Negócios Sustentáveis” (MAZZALI, SCHELEDER, ROSA PEDREIRA, p. 17, 2013), a seguinte comparação:

“(…). Uma empresa que deseja ‘decolar’ e ‘voar’ de modo perene e sustentável deverá movimentar-se e administrar, de modo equilibrado, as diferentes pressões de seus diversos públicos de relacionamento. Se, para conduzirmos uma aeronave, é necessário conhecermos os princípios da aerodinâmica e técnicas de pilotagem, para a gestão sustentável de uma empresa, precisamos conhecer os princípios que regem as dinâmicas das relações da empresa com a sociedade na qual se insere.”

Ou seja, a graduação em Direito e as diversas especializações e titulações acadêmicas no universo jurídico, que são de extrema importância para a atividade-fim do advogado, não necessariamente proporcionarão a expertise necessária para gerenciar sua marca no mercado. No entanto, é fundamental externalizar os seus principais objetivos profissionais, para que, abarcados em um planejamento estratégico, a diretriz para a condução e gestão do seu negócio seja pautada e, principalmente, para que as pessoas que compõem sua marca compreendam os valores que ela carrega e atuem com vistas aos mesmos objetivos.

Com isso, o planejamento estratégico se torna imprescindível para o negócio jurídico. E a Advocacia precisa deixar de flertar com a modernidade e passar a trazer os conceitos de administração, inovação e sustentabilidade para o seu dia a dia.

Fernanda Campos é sócia da dcms Estratégia Jurídica, jornalista, especializada em Economia e Assessoria de Imprensa e graduanda em Direito. Pioneira na atuação em Marketing Jurídico, área que atua há mais de 15 anos, tendo em sua trajetória, o ranqueamento no Anuário da Comunicação Corporativa pelas agências que fundou.Se você tiver dúvidas, sugestões ou quiser conversar sobre Comunicação e Marketing, fale comigo pelo WhatsApp, clicando aqui.