Afinal, o que é Marketing Jurídico?

1 fevereiro 2019

Para os profissionais da comunicação, Marketing é Marketing! A nomenclatura Marketing Jurídico cresceu no Brasil nos últimos anos devido a uma série de mudanças neste mercado, que acabou chamando a atenção dos profissionais para um investimento maior em comunicação. Outro fator para a rápida difusão do termo é o fato de que a Advocacia enfrenta uma série de restrições quando se trata de marketing, sendo que uma nomenclatura “própria” se tornou mais aceita entre os advogados.

Mas na prática, o marketing jurídico deve implementar algumas ações que impactam na gestão e na comunicação dos escritórios. Hoje, quando analisamos o mercado jurídico como um negócio, é inevitável não lembrarmos de Peter Drucker, considerado como um fenômeno da consultoria de negócios e pai da administração moderna, e segundo o qual “se o objetivo da empresa é ‘criar clientes’, o negócio deve ter duas (apenas duas) funções básicas: marketing e inovação”.

Ainda nessa esteira e tentando demonstrar como os dirigentes ainda não pensam na gestão eficiente do negócio, Jack Trout em artigo publicado pela Forbes (2006, in Peter Drucker On Marketing), quando se questiona os diretores sobre as prioridades do negócio, nem marketing e nem inovação estão na lista. Ou seja, ainda são raras as empresas que atrelam o marketing e a inovação como pilares da gestão administrativa entendendo-os como bases do financeiro, novos contratos, gestão, recursos humanos, etc.. É muito mais comum perceber que o caminho inverso é feito, ou seja, outros departamentos devem dar o suporte para o marketing e para inovação.

Quero aproveitar este espaço para instigar você, leitor, a analisar um ponto importante e que pode ser o que marca a principal diferença da cultura brasileira em relação aos demais países no que tange o marketing. Aqui, diferentemente de outros lugares, como nos EUA, por exemplo, a matéria está atrelada à comunicação e não ao negócio. Mas, na prática, é impossível criar uma estratégia de marketing sem analisar o negócio, o mercado e quais as ações são mais assertivas de acordo com o seu segmento. Com isso, chegamos a outro empecilho do mercado jurídico: é um setor extremamente fechado e, ainda, muito ultrapassado. Implementar ações estratégicas, normalmente, é uma tarefa árdua e, sem acesso aos números, mais difícil ainda. Isso sem contar que, normalmente, os administradores são subordinados aos sócios fundadores (isso, quando não são eles mesmos – os sócios – os responsáveis pela gestão administrativa), que são advogados e a noção de administração é empírica e não estratégica. Além disso, como um traço cultural no Brasil, os profissionais tendem a achar que eles mesmos, são marqueteiros. É isso mesmo! Mas, é preciso admitir o marketing é muito importante para a saúde do seu escritório para tratá-lo de forma amadora.

Assim, concluo esse artigo convidando você, que chegou até este ponto do texto, a analisar quais são as ações estratégicas do seu escritório (e/ou negócio) e como o marketing pode auxiliá-lo a crescer e posicionar sua marca de dentro para fora, consolidando-a nesse mercado competitivo e, ainda, pouco inovador, que é o jurídico. Eis, querido leitor, o que é marketing (jurídico), assunto que vamos abordar nos nossos informativos mostrando a você como ele está presente nas diversas situações do seu dia a dia profissional.

Fernanda Campos é sócia da dcms Estratégia Jurídica, jornalista, especializada em Economia e Assessoria de Imprensa e graduanda em Direito. Pioneira na atuação em Marketing Jurídico, área que atua há mais de 15 anos, tendo em sua trajetória, o ranqueamento no Anuário da Comunicação Corporativa pelas agências que fundou.  

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